Hormônio Anti-Mulleriano (AMH)

O hormônio anti-Mulleriano (AMH) é um marcador da reserva ovariana, usado em técnicas de reprodução assistida, com o objetivo de predizer a resposta à estimulação ovariana controlada. Nas mulheres, o AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos ovarianos. Durante a idade reprodutiva, o nível de AMH mostra uma boa correlação com a contagem de folículos antrais, fornecendo uma medida que reproduz o total de folículos. O AMH está acentuadamente aumentado na síndrome do ovário policístico (SOP).

O hormônio parece ser o melhor marcador endócrino para avaliar o declínio do pool ovariano em mulheres saudáveis e relacionado à idade.

Indicações do exame

  • Avaliação da reserva ovariana com valor preditivo de fertilidade e aconselhamento de reprodução.
  • Tratamento de condições ginecológicas sensíveis a hormonioterapias, como a endometriose e miomas.
  • Resposta à estimulação ovariana controlada no âmbito da Fertilização in vitro (FIV).

O sucesso dos procedimentos de FIV depende de muitos fatores entre os quais os mais importantes são a idade e concentração sérica de AMH. As chances de gravidez em mulheres em idade reprodutiva avançada com concentrações baixas ou extremamente baixas de AMH e com mais de 42 anos são muito reduzidas.

  • Hormônio anti-Mulleriano e síndrome dos ovários policísticos.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a causa mais comum de oligo-anovulação, infertilidade e hiperandrogenismo. O AMH oferece especificidade de 92% e sensibilidade de 67% como marcador para SOP.

Outras aplicações do AMH são: a avaliação de bebês com genitália ambígua e outras condições intersexuais; a avaliação da função testicular em lactentes e crianças; o monitoramento de pacientes com tumores de células granulosas ovarianas secretoras de hormônio anti-Mulleriano, diagnóstico de várias entidades clínicas, tais como a puberdade precoce (AMH baixo), a puberdade tardia (AMH alto); a Síndrome da Persistência do Ducto Mulleriano (PMDS); a suspeita de anorquia ou ectopia testicular.

Não há pré-requisitos para fazer esse exame, visto que o hormônio anti-mulleriano não é alterado durante o ciclo menstrual. Além disso, não é necessário o jejum para realizar a coleta.

Bibliografia:
1. IliodromitiSet al. Non-equivalence of anti-Müllerian hormone automated assays-clinical implications for use as a companion diagnostic for individualised gonadotrophin dosing. Human Reproduction, 2017; 32(8):1710–1715.

2. www.labrede.com.br: Informativo Digital. Nº 03 Março/2019